| Caiu na Rede!
Relacionamentos da Geração Web  A explosão da web, desde a criação das salas virtuais de bate-papo em grandes portais de internet até o surgimento da nova sensação, o Twitter, modificou a forma de relacionamentos no mundo, principalmente entre os jovens, que aderiram a esses novos conceitos para “perpetuar o amor” sem fronteiras de idiomas ou nacionalidades.
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Os grandes chats, por volta do ano 2000, tinham como atrativo oferecer a possibilidade de as pessoas se conhecerem, procurando uma sincronia de ideias e gostos, para, em um futuro próximo, marcar encontros pessoais. Todo esse conceito era uma ideia revolucionária. Com o aperfeiçoamento dos mecanismos, passando pela criação do ICQ (precursor do Messenger) até a chegada de comunidades virtuais, como o Orkut em 2003/2004, os jovens romperam as barreiras do espaço temporal e passaram a se relacionar somente pela web, sem haver o contato físico ou o “sentimento real” de estar com alguém amado. O especialista em comunicação web Rafael Sbarai, que ministra palestras sobre o tema, explica esse fenômeno. ”A criação de mecanismos flexíveis e a onda de estar integrado a uma rede proporciona a possíveis amores na internet. Muito se fala sobre a timidez off-line que proporciona uma maior desenvoltura on-line. É a velha história do ‘sou tímido’. A comunicação humana da vez é por suporte. Esse fenômeno é reflexo da nossa sociedade atual”, comenta Sbarai.
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Apesar de todas as facilidades das novas “ferramentas amorosas”, existem cuidados a serem tomados pelos usuários, por não conhecerem quem está do outro lado do computador. “Acredito que
a mentira e a ilusão sejam duas perigosas características que proporcionam fantasias na cabeça de muitos jovens”, argumenta o jornalista.
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Existem, contudo, casos com finais felizes, como a história de nossa associada Suzana da Cunha Lima, autora do livro Virando Páginas. Viúva de 62 anos, ela se relacionou via web da mesma maneira que a protagonista do livro, Luciana. “Ficamos teclando uns cinco meses até nos conhecermos pessoalmente, e o que me motivou a aceitar esse encontro foi não apenas o rico conteúdo da correspondência que mantínhamos, mas a voz dele, que me seduziu logo no primeiro telefonema.
Mais tarde, nos encontramos, e juntaram-se à voz o sorriso e o brilho dos olhos por me ver. Daí por diante, nosso convívio é um sentimento muito prazeroso”, finaliza.
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